Wednesday, May 06, 2009

INDICADORES




OS PRINCIPAIS INDÍCES DE PREÇOS NACIONAIS


IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo- É o indicador calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1979. O IPCA aponta mensalmente a variação do custo de vida média das famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos, residentes nas 11 principais regiões metropolitanas do país. O período de coleta de preços se estende do dia 1º ao dia 30 de cada mês. O IBGE também divulga o IPCA-15, com a mesma forma de cálculo, porém com período de coleta do dia 15 do mês anterior a 15 do mês de referência. O IPCA é a "inflação oficial", usada como referência pelo Banco Central para as metas de variações de preço no país.

INPC- Índice Nacional de Preços ao Consumidor- Calculado pelo IBGE, difere do IPCA pela abrangência. O INPC calcula a variação do custo de vida médio das famílias com rendimentos mensais entre um e seis salários mínimos, cujo chefe é assalariado em sua ocupação principal e residente nas áreas urbanas das 11 regiões metropolitanas pesquisadas (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia).

ICV / DIEESE- Índice do Custo de Vida- Elaborado pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, mede a variação do custo de vida das famílias com renda de 1 a 30 salários mínimos do município de São Paulo. O índice é calculado em três estratos distintos: 1 - Famílias com menor renda, 1 a 3 salários mínimos;2 - Famílias com renda intermediária, 1 a 5 salários mínimos (1/3) ; 3 - Famílias de maior poder aquisitivo, 1 a 30 salários mínimos (1/3) ; O Índice Geral abrange todas as famílias e o cálculo começou a ser efetuado pelo DIEESE em Janeiro de 1959.

IGP-DI-Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna- Índice que registra alterações de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais (consumidos pelas famílias) do dia 1º ao dia 30 do mês de referência. É calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-DI é o indexador das dívidas dos estados com a União. Também faz parte de uma cesta de índices usados para correção das tarifas de telefonia. O IGP-DI é composto por três outros indicadores: Índice de Preços por Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), com pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente. IGP-M- Índice Geral de Preços – Mercado- Calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador possui a mesma metodologia do IGP-DI. A diferença se situa no período de cálculo: o IGP-M é pesquisado entre os dias 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência. O IGP-M é o indicador usado para a correção da maioria dos contratos de aluguel, tarifas de serviços públicos (como energia elétrica), TV por assinatura, outros preços administrados e contratos do mercado financeiro.

IPC-S- Índice de Preços ao Consumidor – Semanal- Calculado toda semana pela FGV, o IPC-S tem os preços levantados nas sete principais capitais do país (Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), para famílias com renda mensal até 33 salários mínimos. No cálculo do índice, cada capital tem peso proporcional à sua população. Compõem o IPC-S 460 produtos, em sete categorias: alimentação, habitação, vestuário, saúde, educação, transporte e despesas diversas. È calculado com base nos preços coletados nos 30 dias até os dias 7, 15, 23 e 30 de cada mês, comparados aos coletados no mesmo período do mês anterior. IPC-Fipe- Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo-Um dos mais antigos indicadores de inflação do país sendo calculado desde janeiro de 1939 é elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O IPC-Fipe indica semanalmente a evolução do custo de vida das famílias paulistanas com renda entre um e 20 salários mínimos. O sistema de cálculo abrange um período total de oito semanas, a partir da divisão dos preços médios das quatro semanas de referência pelos preços médios das quatro semanas anteriores (base).

IPV-Índice de Preços no Varejo- É feito mensalmente pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio) com dados coletados junto a cerca de 2.000 estabelecimentos comerciais no município de São Paulo, abrangendo 21 segmentos varejistas e 450 subitens pesquisados. A pesquisa conta com uma amostra mensal de cercad de 105 mil tomadas de preços. Seu objetivo é o de acompanhar as variações relativas de preços praticados no comércio varejista em seus vários ramos de atividade e permitir o acompanhamento da variação de preços ao longo do tempo em diferentes setores do varejo e a análise da evolução dos custos ao consumidor por tipo de consumo.

TEORIA MACROECONÔMICA E CONTAS NACIONAIS



Objetivos da Teoria Macroeconômica: O objetivo fundamental da macroeconomia é determinar os fatores que influenciam o nível da renda e do produto do sistema econômico.

Medição-Como medir a produção do sistema econômico?

1. Como eficiência e racionalidade são metas do setor produtivo se procura a maximização da produção de uma certa quantidade de fatores empregados. Daí a necessidade dos registros da atividade econômica, considerada no seu conjunto para permitir este tipo de análise.
2. Depois da crise econômica da Grande Depressão de 1929 e o notável aumento do desemprego se fez cada vez maior a presença do Estado como regulador das atividades econômicas Como conseqüência os economistas sentiram a necessidade de criar meios que lhes permitissem medir e avaliar as atividades econômicas da sociedade. Desta necessidade, que é fruto da revolução Keynessiana, surgiu a contabilidade social ou contabilidade nacional, que nos dá em termos quantitativos, o desempenho global da economia.

A contabilidade nacional está inserida na moderna macroeconomia e exige que:

1. Temos que estabelecer um período de tempo para medir o total da produção, em geral, o ano civil (01/jan./20XX a 31/dez./20xx);
2. Adotar uma unidade de medida comum a todos os bens e serviços, dada a heterogeneidade dos bens e serviços. A única maneira que os economistas encontraram para somar, agregar, a totalidade dos bens e serviços produzidos, em uma unidade comum foi medi-los em termos monetários, ou seja, pelo seu preço.


Definidos o tempo e a unidade de medida há, duas óticas pelas quais podemos medir a atividade econômica: a ótica do produto e a ótica da renda

Ótica do produto: é a soma dos valores monetários dos bens e serviços destinados ao consumo final produzidos em um determinado período de tempo.

Ótica da renda: é a soma da remuneração paga aos fatores de produção (Salários, lucros, rendas, Alugais) durante o processo produtivo.

O produto de uma economia é expresso em termos monetários, é o resultado da multiplicação da quantidade de bens e serviços pelos respectivos preços. Ou seja, o produto é o total das vendas em num determinado período de tempo mais os estoques avaliados a preço de mercado.
As vendas correspondem à receita dos empresários, os quais combinam os fatores de produção para produzir bens e serviços. O resultado das vendas é a receita obtida por eles, os quais remuneram os fatores de produção empregados: salários para os trabalhadores, juros para o capital, aluguéis para os proprietários e lucro para eles mesmos. Então as receitas se esgotam na remuneração dos fatores produtivos, incluso o lucro. Assim o total de pagamentos feitos aos fatores de produção e de renda é a identidade fundamental da teoria macroeconômica: a Renda é igual ao Produto.

Vamos ao seguinte exemplo para 2008:
Produto Renda
Alimentos Salários
Roupas Aluguéis
Moradia Juros
Transportes Lucros
Saúde
etc
R$ 1,9 Trilhão = R$ 1,9 Trilhão

Portanto os dois termos podem ser empregados (produto e renda para determinar o resultado da atividade econômica em uma coletividade). E se define o conceito da Contabilidade Nacional como um método de mensuração e interpretação da atividade econômica. Seu principal objetivo é medir a produção realizada em um sistema econômico dentro de um período de tempo.

Estes são alguns conceitos sobre os agregados macroeconômicos.

Produto Nacional é o valor monetário de todos os bens e serviços finais na economia produzidos em um período de tempo, (um ano). E a Renda Nacional é o total de pagamentos feitos aos fatores de produção que foram utilizados para a produção desse produto.

Outros agregados macroeconômicos:

Além da Renda Nacional e do Produto Nacional são muito utilizados o Produto Nacional Bruto - PNB. A diferença entre PNB e Produto Nacional Líquido – PNL é a depreciação das máquinas e equipamentos utilizados durante o processo de produção os quais vão sendo desgastados no durante o período em análise (um ano), portanto é preciso repor a parte desgastada. Logo o PNB = PNL + Depreciação.

PRODUTO NACIONAL: É o valor em R$ (ou em qualquer outra unidade monetária, como o US$) dos bens e serviços finais produzidos durante um ano.

PRODUTO INTERNO BRUTO - PIB: é a soma dos valores monetários dos bens e serviços finais.
PRODUTO INTERNO BRUTO a custos de fatores - (PIBcf): é a soma dos valores monetários dos bens e serviços finais, subtraindo-se os impostos indiretos e somando-se os subsídios.
PRODUTO INTERNO BRUTO a preços de mercado - (PIBpm): é a soma dos valores monetários dos bens e serviços finais, computando-se os impostos indiretos e subtraindo-se os subsídios
PRODUTO INTERNO LÍQUIDO: é o Produto Bruto a custo de fatores menos a parcela correspondente à depreciação.
PRODUTO NACIONAL LÍQUIDO: é o Produto Interno Líquido a custo de fatores menos a renda enviada ao exterior. Também denominado Renda Nacional Líquida.
PRODUTO: é a soma dos valores monetários de todos os bens e serviços finais produzidos por um país num determinado período de tempo.
RENDA PER CAPITA: é a renda de um país, por um período de tempo, dividida pelo número de habitantes do país.
RENDA PESSOAL DISPONÍVEL: é a Renda Pessoal menos os impostos diretos pagos pelas pessoas, ou seja, o imposto de renda.
RENDA PESSOAL: é a Renda Nacional menos os lucros retidos pelas empresas, os impostos diretos das empresas (imposto de renda) e as contribuições feitas à previdência social, mais as transferências do governo, ou seja, as despesas com inativos, pensionistas, salário-família e outros benefícios pagos pela previdência social mais os juros pagos.
RENDA: é a soma das remunerações feitas aos fatores da produção empregados no processo produtivo durante um determinado período de tempo, ou seja, é o total dos salários, aluguéis, juros e lucros.

Composição do Sistema Econômico.

No sistema econômico existe um diversificado número de unidades de produção, cada uma delas organizando os fatores de produção, por meio de uma função de produção, para obter determinados bens e serviços. E são classificadas de acordo com as características fundamentais de sua produção. São três setores básicos que compõem o sistema econômico:

· Setor primário: Constituído pelas unidades que se utilizam diretamente dos recursos naturais e não efetuam transformações substancias. Como por exemplo, citamos: Setor agrícola, pecuária, extrativismo: mineral, animal e vegetal.
· Setor secundário: Indústria, setor no qual os bens são transformados. Este setor é caracterizado pelo uso intenso de capital, máquinas e equipamentos.
· Setor terciário: São os serviços, também chamado de setor dos invisíveis por se caracterizar pelo fato de seu produto não ser tangível, concreto. Só podem ser utilizados durante sua realização. São unidades produtoras que prestam serviços, como bancos, escolas, comércio etc.


SISTEMAS DE CONTABILIDADE SOCIAL: CONTAS NACIONAIS NO BRASIL

Os sistemas de CNA (ou Contabilidade social) têm sido desenvolvidos, principalmente, depois dos anos 40. Os dois principais sistemas são: Sistemas de Contas Nacionais, desenvolvido por Richard Stone - adotado pela ONU - e a Matriz Insumo-Produto, desenvolvido por Wassily W. Leontief. Sistemas de Contas Nacionais (Sistema ONU): tem como base quatro contas, relativas à produção, apropriação (ou utilização da renda), acumulação (ou formação de capital) dos agentes econômicos (famílias, empresas, setor público e setor externo). Foi criado pelo inglês Richard Stone.
· Conta PIB - Produto Interno Bruto (produção);
· Conta RNDL - Renda Nacional Disponível Líquida (apropriação);
· Conta Capital (acumulação);
· Conta Transações Correntes com o resto do mundo.
Os lançamentos das transações são efetuados tomando como base o método das partidas dobradas, sem a contrapartida "Caixa".

Como complemento, apresenta-se também a Conta Corrente das Administrações Públicas. Esta conta discrimina um pouco mais as Contas do Governo. Inclui-se aí os Impostos Diretos, contribuições previdenciárias etc., não tem contrapartida com as demais contas do SNA - Sistema de Contas Nacionais.


As quatro contas básicas.

a) Conta PIB - Produto Interno Bruto
(transações das unidades produtoras)

DÉBITOS CRÉDITOS
- Pagamentos das empresas aos fatores de produção. - O que as empresas receberam dos setores que
Temos Renda Interna Bruta a custo de fatores RIBcf adquiriram os bens e serviços finais. Aqui sai
Incluindo impostos indiretos menos subsídios, temos Aqui sai a Despesa Interna Bruta, a preços
O PIBpm de mercado (DIB)pm
DIB = C + I + G + X - M
_________________________________________________________________________________________
PRODUTO INTERNO BRUTO DISPENDÊNDIO COM O PIB


b) Conta Renda Nacional Disponível Líquido
( Transições das famílias e governo, como apropriadores de renda)

DÉBITOS CRÉDITOS
- Como famílias e Governo utilizam a renda recebida.. - Rendas recebidas pelas famílias e pelo Governo (RIB)cf
Parte gasta (C.G), e parte poupada (S) mais o resultado líquido da renda e transferências com
Incluindo impostos indiretos menos subsídios, temos o exterior. A depreciação entra deste lado e sai com o si-
negativo. Tem-se então a renda disponível, pelo lado de
como ela foi gerada.
- SALDO: POUPANÇA INTERNA
_________________________________________________________________________________________
UTILIZAÇÃO DA RN DISPONÍVEL LÍQUIDA UTILIZAÇÃO DA RN DISPONÍVEL LÍQUIDA


c) Conta Transações Correntes com o resto do mundo

DÉBITOS CRÉDITOS
- gastos dos estrangeiros com nossos produtos e servi- - nossas compras de bens e serviços ( Importações CIF)
ços (Exportação CIF)

- rendimentos e transferências recebidos do resto do - pagamentos e transferências pagas aos estrangeiros (ren-
mundo (renda recebida do exterior mais donativos) da enviada ao exterior mais donativos)

- SALDO: POUPANÇA EXTERNA
_____________________________________________________________________
UTILIZAÇÃO DE RENDIMENTOS CORRENTES RECEBIMENTOS CORRENTES


d) Conta Capital

DÉBITOS CRÉDITOS
- gastos com formação de capital (depreciação entra - fontes de recursos = poupança dos quatro agentes ( famí-
deste lado, com sinal negativo) lias, Governo, empresas e setor externo). É o saldo das
Tem-se aqui então o investimento líquido contas anteriores.
______________________________________________________________________
TOTAL DA FORMAÇÃO DE CAPITAL FINANCIAMENTO DA FORMAÇÃO DE CAPITAL

Fonte: uni.educacional.com.br

AGREGADOS MACROECÔNOMICOS




Conceito e Cálculo dos Agregados Macroeconômicos

A expressão agregados macroeconômicos é empregada para designar os resultados da mensuração da atividade econômica. A referência básica é a soma de todas as transações, realizadas por todos os agentes, na totalidade dos mercados. É a dimensão total, o todo, não as partes isoladamente consideradas.

Conceitos básicos: o valor adicionado, renda e dispêndio: A multiplicidade de transações que compõe a vida econômica, a diversidades de agentes e envolvidos e as diferentes categorias de fluxos resultantes exigiriam esforços de classificação e de sistematização, bem como de uniformização de bases conceituais. A classificação dos agentes econômicos em unidades familiares, empresas e governo resultou destes trabalhos de sistematização. Também resultou deles a compreensão da interdependência dos fluxos de produção, de geração de renda e de dispêndio, a diferenciação entre consumo e a acumulação, a identificação dos setores e subsetores em que as atividades econômicas podem ser classificadas e a tipificação dos seus resultados. Dos conceitos básicos que resultam desse trabalho sistematizador um dos mais importantes é o de valor adicionado. Esse conceito é um ponto de partida para a descrição e compreensão dos sistemas de cálculo agregativo. Ele tem a ver com uma diferenciação essencial entre os fluxos de produção e o conceito macroeconômico de produto. E é fundamental para contornar um dos problemas cruciais do cálculo macroeconômico, o da dupla contagem dos bens e serviços intermediários, que são utilizados no processo de outros bens e serviços, que por sua vez podem não ter, ainda, a destinação final do consumo e da acumulação. A produção é um fluxo de processamento, em cujas extremidades se encontram suprimentos e saídas. As empresas são os agentes econômicos que realizam esse processamento. Na complexa teia das relações de produção que se estabelece nas modernas economias, não há uma só empresa auto-suficiente. Independentemente das estruturas de mercado de que participa ou das atividades a que se dedica, toda empresa depende de alguma forma de suprimentos, procedente de outras empresas. A empresa k recebe suprimentos de a, b,...,n, sob a forma de bens e serviços de utilização intermediária. Processa insumos recebidos e da saída a produção resultante.Entre os valores das saída e dos suprimentos há uma diferença positiva, que se define como valor adicionado pela empresa. Este valor é o que se considera para o cálculo do produto agregado. Valor adicionado e produtos são, assim, em macroeconomia, conceitos equivalentes. O produto nacional, depurado das transações múltiplas, é a soma dos produtos ou dos valores acionados por cada uma das empresas que compõem o aparelho de produção da economia nacional. Assim, em síntese:

A produção é um fluxo de suprimentos- processamento - saídas.

O valor adicionado é a diferença entre o valor das saídas e o dos suprimentos. Ele corresponde aos custos internos de processamento em que as empresas incorrem, remunerado os fatores de produção por ela mobilizados.

Valor adicionado e produto, sob óptica macroeconômicas são expressões equivalentes.

O produto nacional resulta da soma dos valores adicionados (ou dos produtos) de todas as empresas que compõem o aparelho de produção da economia nacional.

O valor adicionado é diretamente relacionado ao segundo conceito macroeconômico básico: o da renda nacional (ou de remunerações pagas aos fatores de produção mobilizados pelas empresas). A geração do produto nacional ocorre simultaneamente com os pagamentos que totalizam a renda nacional porque produto e custo dos fatores são, também, expressões equivalentes. O processo de produção se divide em três etapas:

Suprimentos: as empresas recebem suprimentos originários de outras empresas, de que são exemplos as matérias-primas, os componentes semi-elaborados, os materiais de embalagem, a energia, os serviços de comunicações e transportes e outras formas características de insumos. Estes suplementos dão origem a transações entre empresas, denominada as transações intermediárias. Empresas pagam a empresas por esses suprimentos. São pagamentos entre pessoas jurídicas, sob a forma de preços e tarifas.

Processamento: todas as empresas mobilizam fatores de produção para o processamento dos insumos adquiridos. Os fatores básicos de produção são o trabalho, o capital e a empreendedorismo. Estes recebem das empresas pagamentos, sob a forma de remunerações, constituídos por salários, aluguéis, arrendamentos, juros e lucros. Além do pagamento das remunerações, as empresas remuneram seus capitais imobilizados próprios por meio de depreciações. Este conjunto de remunerações pagas aos fatores de produção é o valor agregado pelas empresas no processo da produção.

Saídas: definem-se pela produção realizada e vendida. As saídas podem destinar-se de novo para a utilização como insumos ou atender as duas categorias básicas da demanda final, o consumo e a acumulação. Assim, em síntese:

O valor adicionado e remunerações pagas aos fatores de produção são expressões equivalentes.
As remunerações pagas aos fatores de produção são fluxos de renda que saem das empresas e se destinam às unidades familiares.

Renda nacional é a soma das remunerações pagas aos fatores de produção. É uma grande totalização dos custos dos fatores.

Como o valor é adicionado é igual ao produto, que é igual ao custo dos fatores, que por sua vez é igual à renda, podemos então dizer que o produto nacional e a renda nacional são, em termos líquidos, expressões que se equivalem.

Um terceiro conceito básico é o da destinação dada ao produto e a renda nacional. Este enfoque nos conduz ao conceito de dispêndio nacional, completando-se com ele o conjunto dos grandes fluxos macroeconômicos que se derivam da atividade fundamental da produção. As nações produzem bens e serviços que se destinam a duas grandes categorias de dispêndio final - o consumo e a acumulação. Conceitualmente, o consumo associa-se a idéia de destruição da riqueza. Consumir um bem ou serviço final, utilizando-o na satisfação de determinada necessidade, significa destruí-lo, no sentido econômico do termo. A destruição pode ser imediata, ou prolongar-se por dias, semanas ou meses, ou ainda prolongar-se por anos. A acumulação está ligada ao processo de formação de capital, a acepção macroeconômica de investimento e, aos acréscimos líquidos na capacidade nacional de produção. Constituem dispêndios tipificados como de acumulação as edificações, as compras de máquinas e equipamentos. Assim, os bens e serviços produzidos destinam-se a dois tipos de dispêndio: o consumo e a acumulação. A soma do consumo e da acumulação, os investimentos em bens de capital, é igual ao dispêndio nacional. A renda, o produto e o dispêndio nacional são expressões contabilmente equivalentes. São três abordagens diferentes, ou caminhos diferentes de avaliação, que conduzem a mensurações iguais. Para que esta tríplice igualdade se realize, o total dos investimentos em acumulação deve igualar-se ao total da renda poupada, não consumida.

Obs.: O texto acima não é de minha autoria nem sei o autor. Se alguém souber, por favor, me avise para dar o crédito.

SF E CONCEITOS MOINETÁRIOS



Conceitos monetários

• meios de pagamento – mp
• moeda manual – mm
• moeda escritural – me
• papel moeda emitido – pme
• papel moeda em circulação – pmc
• papel moeda em poder do público – pmpp
• papel moeda caixa do bacen – cxbacen
• papel moeda caixa dos bancos comerciais - cxbc
• base monetária - bm

Conceitos monetários

• mp = M1=pmpp + dav (me) = ativos plemamente líq.
• Mp = moeda manual + moeda escritural
• mc = pme – cxbacen = meio circulante
• pmpp = pmc – cxbc
• M1 = pmpp+dav (= passivos de alta liquidez)
• m2 = m1+der+dpoup+ted+FI (ted=tit. emitidos p/inst.depositárias – dap, Lcâmbio, Lhipot. Limob)
• m3 = m2 +Quotas FRF+Oper. compromissadas registradas no Selic (posição líquida de tit.)
• m4 = m3 + TPb de alta liquidez (Fed.Est.Mun.)
• bm = M0 = pmpp + cxbc = mc

Criação/destruição de meios de pagamento

• 1) Empresa desconta duplicata no banco
• 2) Banco compra divisa de exportador
• 3) Banco compra TP em poder do público
• 4) BACEN compra TTN
• 1) Público paga débito bancário
• 2) Público faz DaP
• 3) Bancos vendem TP/pagamento em moeda
• 4) Bancos vendem divisas a importadores

Moeda e Sistemas Financeiros -

Base Monetária

• BM se expande se Operações do Ativo > Operações do Passivo
• Controle da BM, fundamental na determinação dos MP, se opera através das operações ativas da Autoridade Monetária

Fatores que afetam BM

• 1) Operações com setor externo
• 2) Operações com TN
• 3) Operações com TPF
• 4) Operações de Redesconto- Relações: BC – Tesouro – Sistema Financeiro
• 5. Bancos captam recursos junto ao público, oferecendo títulos privados – CDB, RDB, para a compra de CDI ou TT, conforme as oportunidades das taxas de juros, ou devolvendo ao público na forma de empréstimo
• 6. Bancos trocam recursos com o público através das Contas Correntes utilizando-os para negociar títulos ou concedendo empréstimos
• 7. Bancos recebem recursos do público através de cotas de fundos, usando tais recursos para comprar títulos públicos ou privados.

Relações Financeiras


• Relações Financeiras envolvem transferência de poder e de propriedade sobre recursos e reconhecimento de obrigações ou promessa de pagamento, relações de débito-crédito, contratos em moeda;

Moeda e Sistemas Financeiros -

Sistema Financeiro- Compreende um conjunto de mercados financeiros, instituições financeiras, inter-relações entre mercados e instituições, regras de comportamento e de intervenção do poder público; viabilizam relações financeiras como rotina e em grande escala;

O Sistema Financeiro envolve três elementos: poupança financeira, agente superavitário, agente deficitário;

Três funções básicas:
- canalizar recursos dos AS > AD, permitindo seu uso mais eficiente na economia;
- organizar e operar sistemas de pagamento da economia;
- criar ativos no volume e perfil necessário para atender demanda;

Mercado Financeiro

Mercado Financeiro é a operação do SF, guiado por regras e se estrutura em:

-Mercado de crédito – forma individualizada, com identificação das partes; contratos desenhados de modo a satisfazer interesse das partes em termos de taxa de juros, prazos, garantias; obrigações intransferíveis e não negociáveis; contratos de CP e LP

-Mercado de títulos: – regras genéricas; contratos padronizados; negociáveis em mercados secundários, que conferem liquidez aos títulos; títulos de propriedade (ações), comprador vira
sócio, participa dos lucros (dividendos), mas não tem direito de reaver recursos cedidos; títulos de dívida (bônus, promissórias, debêntures), prazo determinado e remuneração pela taxa de juros;
-Mercado primário e secundário –colocação inicial de títulos e re-negociação dos títulos em mercado;
- Mercado público: acesso a todos com mesmas vantagens;
- Mercado privado: não é acessível a todos, têm condições acordadas de forma bilateral;
- Mercado Financeiro
- Mercado de recursos, onde se transacionam recursos financeiros, p ex. crédito;
- Mercado de risco, onde se transacionam riscos, na forma de derivativos;

Intermediação e Desintermediação financeiras

- Relação financeira intermediada: aquela em que a instituição financeira assume o risco do empréstimo final; o depositante retém o direito junto à instituição e não ao tomador final; o depositante empresta ao banco e não ao tomador final;

]- Relação financeira não intermediada: aquela em que há uma relação direta entre emprestador e tomador. A instituição financeira apenas promove a colocação dos títulos ou subscreve os títulos. Ex. papéis comerciais, ações, bônus, debêntures.