Thursday, November 27, 2014

Os senhores da evasão fiscal

Sunday, June 08, 2014

Raul Veloso: O país se tornou uma economia de serviços

Monday, October 01, 2012

ECO Macro 4.3 IS/LM

Saturday, April 07, 2012

A HISTÓRIA DA MOEDA ESTÁ NAS SUAS FORMAS


UNIR – Teoria Monetária – 1º Semestre 2012- Prof. Silvio Persivo

FORMAS DA MOEDA


                  É comum resumir a história monetária em função das características essenciais ou dos requisitos físicos da moeda:
1.      Indestrutibilidade e inalterabilidade (evitar falsificações )
2.      Divisibilidade ( Múltiplos e Submúltiplos )
3.      Transferibilidade ( ao portador )
4.      Homogeneidade
5.      Facilidade de Manuseio e Transporte.
                  Esta visão vê a moeda apenas por um critério de comodidade e/ou segurança, mas omite as complexidades e a violência que há por trás da história da moeda. Basta lembrar a participação do Estado, onde é essencial o poder de polícia, base do monopólio oficial da força, e o poder de gasto, dado pelo monopólio de emissão de moeda. Na verdade o dinheiro depende tanto do mercado – a aceitação mercantil – quanto da lei – definição institucional. Porém se a moeda nacional é uma criação do Estado somente pela aceitação social pode tornar-se dinheiro. Assim para buscar uma história da moeda é mais didático observar as modificações de suas formas através do tempo:
1.      Moeda-Mercadoria – Uma mercadoria escolhida por se adaptar as necessidades gerais e por tal razão ser aceita.
2.      Papel-moeda conversível – Moeda feita em papel, mas com a possibilidade de seu valor poder ser conversível em metais.
3.      Moeda fiduciária – De curso forçado e poder liberatório garantido pela estrutura jurídica, sem lastro e dependente da confiança pública.
4.      Moeda bancária ou escritural – Sem existência física real correspondendo a lançamentos contábeis de débitos e créditos.
5.      E- cash – Formas modernas de movimentação de recursos fora da rede de compensação estabelecida pelos bancos que permitam a transferência de valores de forma mais confortável e rápida. Também denominada de moeda eletrônica.
                   Modernamente o papel-moeda, e mesmo o talão de cheques, estão sendo substituídos por “dinheiro de plástico” ou “moeda eletrônica”. Além dos cartões de créditos propagam-se os smart cards que, apesar do formato parecido, possuem duas grandes diferenças: 1) são pré-pagos e 2) armazenam muito mais informações. Também chamados de chip cards, porque permitem os armazenamento e recarregamento de dinheiro, são, essencialmente, cartões de débitos na medida em que fazem o download de suas leitoras on-line, ou seja, diretamente na conta bancária do cliente, além de permitirem o armazenamento no computador ou numa “carteira eletrônica” e, com o auxílio de um modem, ser instantaneamente transmitida. Com um custo menor, velocidade maior e privacidade maior que a moeda convencional pode provocar, por outro lado, uma expansão descontrolada da moeda tendo em vista que é um sistema apátrida, sem supervisão ou controle, que facilita a fuga de capitais e roubos instantâneos de riqueza e até mesmo a lavagem de dinheiro e a sonegação fiscal.
Como tivemos condição de verificar foi a generalizada aceitação de determinados produtos recebidos nas transações que originou a moeda, inicialmente moeda-mercadoria. Eleitos intermediários de trocas esses produtos (mesmo quando não desejados no momento ) eram aceitos pelos que o recebiam em troca sem grandes restrições face à sua capacidade de serem utilizados em novas transações. Assim o dinheiro surge, primeiro, como intermediário: a troca já não é mais direta. Separam-se as operações de compra e venda intermediadas por produtos que, por sua aceitação geral, atuam como moedas. A moeda passa então, como nenhum outro ativo, a deter um poder que a distingue de outras formas de riqueza : o poder de saldar dívidas, de liquidar débitos, de livrar seu possuidor de uma situação passiva. Dá-se a esta particularidade a denominação de poder liberatório ou função liberatória. Na medida em que a moeda muda suas formas e se sofistica também surgem novas funções que se agregam à original. Modernamente são as principais funções da moeda:
Ø      Função de intermediária de trocas.
Ø      Função de medida de valor.
Ø      Função de reserva de valor
Ø      Função liberatória.
Ø      Função de padrão de pagamentos diferidos
Ø      Função de instrumento de poder.
                   Inicialmente estabeleceram-se três sistemas básicos de emissão de moeda:
1.      Sistema de Cobertura Integral – Suíça, Holanda
2.      Sistema de Reserva Proporcional – Alemanha, Bélgica (30%) e EUA, Itália (40%)
3.      Sistema de Teto Máximo – Fixação de um teto máximo de emissão.
                  Após a I Grande Guerra foram criados dois sistemas:
1.      GOLD EXCHANGE STANDARD – Notas conversíveis em moeda estrangeira e em ouro.
2.      GOLD BULLION STANDARD – Notas conversíveis em lingotes de ouro (5 libras de peso ) e metal usado somente em transações internacionais.
                  Após os imensos problemas advindos da Grande Crise (1929-33) e do desaparecimento da taxa fixa de câmbio (Bretton Woods) no sistema atual prevalecem as seguintes características:
Ø      Inexistência de lastro metálico
Ø      Inconversibilidade absoluta
Ø      Monopólio estatal da emissão.
Alguns autores fazem distinção entre moeda e dinheiro. Consideram moeda um ativo oferecido ou recebido na compra e na venda ou o que o Estado recebe como imposto enquanto dinheiro é o ativo monetário (criado pelas forças de mercado e o poder do Estado) com aceitação geral para desempenhar as funções clássicas. Na prática dinheiro é o que é aceito sem restrições. Outros conceitos significativos sobre a moeda são os de senhoriagem - receita que o governo aufere por seu monopólio de emissão da moeda – que é medido pelo custo da colocação de títulos da dívida pública e o de imposto inflacionário que eqüivale à perda de poder aquisitivo no qual incorrem os que detêm em seu poder a moeda nacional.

A VISÃO DE UM MESTRE SOBRE TEORIA MONETÁRIA

A VISÃO DE UM MESTRE

Entrevista com Fernando Costa, um grande mestre com a visão da pluralidade da teoria monetária e suas limitações. Autor do livro "Economia Monetária e Financeira: Uma Abordagem Pluralista". São Paulo, Makron Books, 1999.

Pergunta:Por que você escreveu este livro?
R: Sou professor dessa matéria há mais de 10 anos, no Instituto de Economia da Unicamp, tanto na graduação, quanto na pós-graduação. Praticamente, fui autodidata em matéria de teoria monetária. Por minha formação básica, os livros-didáticos, sejam os brasileiros, sejam os estrangeiros, não me satisfaziam. Optei então por começar lendo, em Marx e em Schumpeter, sobre as diversas teorias monetárias desde os primórdios da economia política. Hoje, acho que foi uma sorte ter começado a estudar teoria monetária pela história da análise monetária. Daí foi um passo trilhar o "caminho natural" da heterodoxia em matéria de teoria monetária. Permitiu-me reconstruí-lo, organizando o núcleo central de uma Teoria Alternativa da Moeda, isto é, uma opção à Teoria Quantitativa da Moeda. Defendi-o, como tese de livre-docência, perante uma banca julgadora composta de professores titulares da USP, da FGV-SP, da FGV-RJ, do IE-UFRJ e da UNICAMP. O livro-texto que estou publicando é derivado dessa tese, porém, com maior abrangência e apuro didático. Em termos pessoais, respondendo diretamente tua pergunta, diria que este livro representa, para mim, a concretização de um sonho (real), de uma alternativa (viável) e de uma utopia (necessária).
P:Em que sentido o senhor diz que é uma utopia?
R: Antes de escrevê-lo e publicá-lo achava que era um projeto irrealizável, uma fantasia. Mas, utopia pode ser vista também como uma crítica à realidade, no caso, aos livros disponíveis para o ensino de economia monetária, que apresentam somente a teoria quantitativa. Eu ressentia, assim como meus colegas professores de outras Universidades, da indisponibilidade de um livro-texto com abordagem pluralista, útil para a formação de estudantes e reciclagem de profissionais, dentro da nossa realidade institucional, em que fossem apresentados os principais temas da teoria monetária, de acordo com a ortodoxia e a heterodoxia. Senão, o estudante é formado dentro do monismo. O monismo prega que toda a realidade monetário-financeira pode ser reduzida a um único modelo explicativo - no caso, o construído a partir da tradicional Teoria Quantitativa da Moeda (1). O pluralismo constitui uma doutrina cujos defensores combatem a segregação de qualquer espécie, o sectarismo, as práticas discriminatórias em geral. Em suma, pluralismo é sinônimo de liberdade de expressão, direito de discordar da opinião dominante, respeito à divergência, ou seja, é uma doutrina que é avessa ao dogmatismo dos modelos únicos.
P: A quem se destina este livro? Somente a estudantes da graduação de Economia?
R: Este livro se destina aos cursos de graduação, pós-graduação e extensão universitária que abordam Economia Monetária e Financeira. Apresenta um texto próprio para instruir não só iniciantes no estudo dessa disciplina, mas também destinado a complementar, atualizar e/ou reciclar a formação de profissionais que atuam, no mercado financeiro, com negócios monetários envolvendo tempo, incerteza, opções e informações. Busca tornar o ensino dessa matéria eficiente, com os debates da fronteira teórica sendo explicados numa linguagem acessível. Mas minha ambição é que ele também alcance um público mais amplo. Todo leitor que se interessar sobre temas práticos como inflação, desemprego, mercado financeiro, bancos, a crise financeira atual... pode encontrar um apoio analítico nele.
Pergunta: O que o livro tem a dizer sobre a atual conjuntura econômica?
Resposta: O livro examina o funcionamento das instituições financeiras contemporâneas, oferecendo inclusive um conhecimento básico sobre o funcionamento das operações no mercado de futuros(2) e derivativos(3). Discute o fenômeno da desintermediação bancária, para revelar as formas alternativas de financiamento via securitização(4), factoring(5), leasing(6), ou lançamento de ações, debêntures, eurobônus. São vistas as instituições financeiras do atual sistema financeiro habitacional, o BNDES, e os investidores institucionais (fundos de pensão(7), seguradoras, fundos mútuos de investimento). No capítulo sobre bancos no Brasil, mostra-se não só os principais eventos de sua evolução histórica, desde 1964, mas também suas estratégias atuais, a crise bancária contemporânea e a onda desnacionalizadora de fusões e aquisições.
Pergunta: O livro possui uma perspectiva brasileira?
Resposta: A maioria dos manuais, adotados nos cursos de graduação universitária, é constituída de traduções de livros-textos estrangeiros, geralmente, norte-americanos. Assim, nossos futuros economistas - profissionais que atuarão no sistema financeiro nacional - são formados conhecendo até a estrutura formal do Federal Reserve System, mas desconhecendo as especificidades da legislação e do funcionamento das instituições financeiras no Brasil. Por isso, acho saudável seu "nacionalismo", quando se refere às instituições e à política monetária. No caso das teorias puras, não, elas têm de ser generalizáveis, para tempos e lugares diversos.
Pergunta: Só na teoria possui uma dimensão global?
Resposta: Numa época de globalização financeira(8), o estudo de economia monetária e financeira não pode deixar de lado o contexto internacional. Assim, o livro explica a seqüência boom-crash, que reiteradamente ocorre numa economia de mercado de capitais aberta. Levanta o problema do risco sistêmico e do efeito contágio, como observamos recentemente. Face aos fenômenos de bolha e ataque especulativo (9), apresenta uma hipótese alternativa, para explicar o detonar do crash: a defesa especulativa. Discute tanto a inflação quanto a deflação de ativos.
Pergunta: Poderia explicar mais essa sua atualidade?
Resposta: A deflação, não a inflação, é a grande ameaça atual. Com uma possível paralisação dos negócios - se a expectativa é que os preços caiam, os agentes econômicos adiam os gastos -, agrava-se o problema do desemprego. Portanto, o crescimento econômico deve ser a prioridade da política econômica. A inspiração dessa política macroeconômica não está na doutrina monetarista ou neoliberal, mas na ênfase keynesiana na necessidade de, em situação de deflação ou de armadilha de liquidez (tal como ocorre no Japão), o Estado executar decisão autônoma de gastos. Assiste-se, então, em todo o mundo, uma volta a Keynes. A chamada "onda rosa" - vitórias eleitorais da centro-esquerda - desloca do poder a direita dogmática, substituindo-a pela esquerda pragmática. Ela se aconselha com economistas keynesianos, que preferem o ativismo à inércia dos monetaristas. Uma abordagem pragmática da política econômica sugere a execução de ajustes finos, o que não condiz com a doutrina monetarista. Esta só prega persistência na regra de controle monetário, o que mantém a estagnação.

Plano de Ensino 2012.1



DISCIPLINA:  ECONOMIA MONETÁRIA

CÓDIGO: ECOMON
PRÉ-REQUISITOS: ECO-306
CRÉDITOS: 4
PROFESSOR: SILVIO PERSIVO
VIGÊNCIA/PERÍODO: 2012/1
EMENTA
Oferta de Moeda: conceitos de moeda, base monetária e meios de pagamentos. - Mercados Financeiros e Política Monetária: Moeda, Sistema Monetário e Política Monetária; Intermediação Financeira; Sistema Financeiro Nacional; Instrumentos de Política Monetária. - Mercados Financeiros: Mercado Formal e Mercados Informais; Evolução histórica e estrutura atual e Política de Crédito no Brasil; Instituições multilaterais, reserva cambial e relações econômicas inteernacionais.

OBJETIVOS
A disciplina tem como seu objetivo a transmissão de conhecimentos sobre teorias e políticas monetárias, pelo estudo de escolas, autores e modelos que tratam da moeda e suas vinculações com os preços, a taxa de juros, a taxa de desemprego, os regimes e taxas de câmbio, os investimentos e o nível de emprego.

DIA DAS AULAS:  
Mês
H/A
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
METODOLOGIA
RECURSOS
ABRIL
 20
- Origem e Evolução da moeda;
- Tipos e Funções da moeda;
- Sistema Financeiro Nacional 
- Texto sobre a Moeda  
- Funcionamento do Sistema Financeiro;
- Intermediários Financeiros;
- O Microcrédito
- Sistema Brasileiro de Pagamentos



MAIO
 20
- Oferta e Demanda de Moeda
- Velocidade de Circulação
- Preferência pela Liquidez e Taxas de Juros
- Polêmicas: Exogenistas x Endogenistas
- A Taxa de Juros e sua Mensuração
- Copom e a Taxa Básica
- As Principais Taxas de Juros do Mercado Brasileiro (SELIC,CDI, TR e TJLP)
-  Políticas Econômicas:
-  Política Monetária, Fiscal, Cambial e de Rendas. 



JUNHO
20
- Teoria quantitativa da moeda - T.Q.M;
- Teoria keynesiana da demanda da moeda;
- Equilíbrio orçamentário;
- Necessidade de financiamento do setor público;
- Conceitos de déficit público;
- Mecanismos de controle fiscal;
- Coordenação da política monetária e fiscal
- Definição de política cambial;
- Tipos de taxas de câmbio;
- Política cambial no Brasil
- Tipos de inflação;
- Política monetária para o combate inflacionário;



JULHO
20
- Balanço de Pagamentos
- Reservas Cambiais
- Instituições multilaterais mundiais
- Avaliação




80
CARGA HORÁRIA TOTAL 80 HORAS


AVALIAÇÃO
O procedimento de avaliação pontuará com:
- 10% por cento da nota global: - participação nos trabalhos, apresentação, redação, coerência, abrangência e pertinência com os temas abordados em aula, visão crítica e criatividade do aluno, bem como assiduidade e pontualidade (freqüência);
- 15% por cento da nota global os trabalhos individuais realizados pelo aluno;
- 15% por cento da nota global os trabalhos em grupo, participação em seminários, colóquios e visitas de estudo;
- 60% por cento da nota global avaliações realizadas pelo aluno.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR
Básica
- COSTA, Fernando Nogueira da. Economia Monetária e Financeira: Uma Abordagem Pluralista. São Paulo, Makrons Books,1999.
- ROSSETTI, José Paschoal e Lopes. Economia Monetária. São Paulo, Atlas, 1998.
- HILLBRECHT, Ronald. Economia Monetária. São Paulo, Atlas, 2000.
- OLIVEIRA, Gilson & PACHECO, Marcelo. Mercado Financeiro.  São Paulo, Editora Fundamento Educacional, 2006.

Complementar
- CARNEIRO, Ricardo. Desenvolvimento em Crise. São Paulo, UNESP, 2002.
- CARVALHO, Fernando J.C. et alli. Economia Monetária e Financeira. São Paulo, Elsevier Editora, 2007.
-FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro-Produtos e Serviços. São Paulo, Qualimark, 2011.
-  GALBRAITH, J. Kenneth. A Moeda – De Onde Veio Para Onde Vai. São Paulo, Pioneira, 1997.
-  HOWELLS, Peter e BAIN, Keith. Economia Monetária-Moedas e Bancos Rio de Janeiro, LTC, 2001.
-  HUGON, Paul. A Moeda: Introdução à Análise e as Políticas Monetárias. São Paulo, Pioneira, 1978.
-  PATU, Gustavo. A Especulação Financeira São Paulo, Publifolha, 2001.
-  SILVA NETO, Lauro Araujo. Derivativos:Definições, Emprego e Risco.  São Paulo, Atlas, 1998.
-SOUZA, Francisco Eduardo Peres de. Economia Monetária e Financeira Rio de Janeiro, Campus, 2007.
- TRIGUEIROS, Florisvaldo dos Santos. Dinheiro no Brasil. Rio, Leo Cristhiano Editora, 1987.
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Wednesday, May 06, 2009

INDICADORES




OS PRINCIPAIS INDÍCES DE PREÇOS NACIONAIS


IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo- É o indicador calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1979. O IPCA aponta mensalmente a variação do custo de vida média das famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos, residentes nas 11 principais regiões metropolitanas do país. O período de coleta de preços se estende do dia 1º ao dia 30 de cada mês. O IBGE também divulga o IPCA-15, com a mesma forma de cálculo, porém com período de coleta do dia 15 do mês anterior a 15 do mês de referência. O IPCA é a "inflação oficial", usada como referência pelo Banco Central para as metas de variações de preço no país.

INPC- Índice Nacional de Preços ao Consumidor- Calculado pelo IBGE, difere do IPCA pela abrangência. O INPC calcula a variação do custo de vida médio das famílias com rendimentos mensais entre um e seis salários mínimos, cujo chefe é assalariado em sua ocupação principal e residente nas áreas urbanas das 11 regiões metropolitanas pesquisadas (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia).

ICV / DIEESE- Índice do Custo de Vida- Elaborado pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, mede a variação do custo de vida das famílias com renda de 1 a 30 salários mínimos do município de São Paulo. O índice é calculado em três estratos distintos: 1 - Famílias com menor renda, 1 a 3 salários mínimos;2 - Famílias com renda intermediária, 1 a 5 salários mínimos (1/3) ; 3 - Famílias de maior poder aquisitivo, 1 a 30 salários mínimos (1/3) ; O Índice Geral abrange todas as famílias e o cálculo começou a ser efetuado pelo DIEESE em Janeiro de 1959.

IGP-DI-Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna- Índice que registra alterações de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais (consumidos pelas famílias) do dia 1º ao dia 30 do mês de referência. É calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-DI é o indexador das dívidas dos estados com a União. Também faz parte de uma cesta de índices usados para correção das tarifas de telefonia. O IGP-DI é composto por três outros indicadores: Índice de Preços por Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), com pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente. IGP-M- Índice Geral de Preços – Mercado- Calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador possui a mesma metodologia do IGP-DI. A diferença se situa no período de cálculo: o IGP-M é pesquisado entre os dias 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência. O IGP-M é o indicador usado para a correção da maioria dos contratos de aluguel, tarifas de serviços públicos (como energia elétrica), TV por assinatura, outros preços administrados e contratos do mercado financeiro.

IPC-S- Índice de Preços ao Consumidor – Semanal- Calculado toda semana pela FGV, o IPC-S tem os preços levantados nas sete principais capitais do país (Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), para famílias com renda mensal até 33 salários mínimos. No cálculo do índice, cada capital tem peso proporcional à sua população. Compõem o IPC-S 460 produtos, em sete categorias: alimentação, habitação, vestuário, saúde, educação, transporte e despesas diversas. È calculado com base nos preços coletados nos 30 dias até os dias 7, 15, 23 e 30 de cada mês, comparados aos coletados no mesmo período do mês anterior. IPC-Fipe- Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo-Um dos mais antigos indicadores de inflação do país sendo calculado desde janeiro de 1939 é elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O IPC-Fipe indica semanalmente a evolução do custo de vida das famílias paulistanas com renda entre um e 20 salários mínimos. O sistema de cálculo abrange um período total de oito semanas, a partir da divisão dos preços médios das quatro semanas de referência pelos preços médios das quatro semanas anteriores (base).

IPV-Índice de Preços no Varejo- É feito mensalmente pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio) com dados coletados junto a cerca de 2.000 estabelecimentos comerciais no município de São Paulo, abrangendo 21 segmentos varejistas e 450 subitens pesquisados. A pesquisa conta com uma amostra mensal de cercad de 105 mil tomadas de preços. Seu objetivo é o de acompanhar as variações relativas de preços praticados no comércio varejista em seus vários ramos de atividade e permitir o acompanhamento da variação de preços ao longo do tempo em diferentes setores do varejo e a análise da evolução dos custos ao consumidor por tipo de consumo.

TEORIA MACROECONÔMICA E CONTAS NACIONAIS



Objetivos da Teoria Macroeconômica: O objetivo fundamental da macroeconomia é determinar os fatores que influenciam o nível da renda e do produto do sistema econômico.

Medição-Como medir a produção do sistema econômico?

1. Como eficiência e racionalidade são metas do setor produtivo se procura a maximização da produção de uma certa quantidade de fatores empregados. Daí a necessidade dos registros da atividade econômica, considerada no seu conjunto para permitir este tipo de análise.
2. Depois da crise econômica da Grande Depressão de 1929 e o notável aumento do desemprego se fez cada vez maior a presença do Estado como regulador das atividades econômicas Como conseqüência os economistas sentiram a necessidade de criar meios que lhes permitissem medir e avaliar as atividades econômicas da sociedade. Desta necessidade, que é fruto da revolução Keynessiana, surgiu a contabilidade social ou contabilidade nacional, que nos dá em termos quantitativos, o desempenho global da economia.

A contabilidade nacional está inserida na moderna macroeconomia e exige que:

1. Temos que estabelecer um período de tempo para medir o total da produção, em geral, o ano civil (01/jan./20XX a 31/dez./20xx);
2. Adotar uma unidade de medida comum a todos os bens e serviços, dada a heterogeneidade dos bens e serviços. A única maneira que os economistas encontraram para somar, agregar, a totalidade dos bens e serviços produzidos, em uma unidade comum foi medi-los em termos monetários, ou seja, pelo seu preço.


Definidos o tempo e a unidade de medida há, duas óticas pelas quais podemos medir a atividade econômica: a ótica do produto e a ótica da renda

Ótica do produto: é a soma dos valores monetários dos bens e serviços destinados ao consumo final produzidos em um determinado período de tempo.

Ótica da renda: é a soma da remuneração paga aos fatores de produção (Salários, lucros, rendas, Alugais) durante o processo produtivo.

O produto de uma economia é expresso em termos monetários, é o resultado da multiplicação da quantidade de bens e serviços pelos respectivos preços. Ou seja, o produto é o total das vendas em num determinado período de tempo mais os estoques avaliados a preço de mercado.
As vendas correspondem à receita dos empresários, os quais combinam os fatores de produção para produzir bens e serviços. O resultado das vendas é a receita obtida por eles, os quais remuneram os fatores de produção empregados: salários para os trabalhadores, juros para o capital, aluguéis para os proprietários e lucro para eles mesmos. Então as receitas se esgotam na remuneração dos fatores produtivos, incluso o lucro. Assim o total de pagamentos feitos aos fatores de produção e de renda é a identidade fundamental da teoria macroeconômica: a Renda é igual ao Produto.

Vamos ao seguinte exemplo para 2008:
Produto Renda
Alimentos Salários
Roupas Aluguéis
Moradia Juros
Transportes Lucros
Saúde
etc
R$ 1,9 Trilhão = R$ 1,9 Trilhão

Portanto os dois termos podem ser empregados (produto e renda para determinar o resultado da atividade econômica em uma coletividade). E se define o conceito da Contabilidade Nacional como um método de mensuração e interpretação da atividade econômica. Seu principal objetivo é medir a produção realizada em um sistema econômico dentro de um período de tempo.

Estes são alguns conceitos sobre os agregados macroeconômicos.

Produto Nacional é o valor monetário de todos os bens e serviços finais na economia produzidos em um período de tempo, (um ano). E a Renda Nacional é o total de pagamentos feitos aos fatores de produção que foram utilizados para a produção desse produto.

Outros agregados macroeconômicos:

Além da Renda Nacional e do Produto Nacional são muito utilizados o Produto Nacional Bruto - PNB. A diferença entre PNB e Produto Nacional Líquido – PNL é a depreciação das máquinas e equipamentos utilizados durante o processo de produção os quais vão sendo desgastados no durante o período em análise (um ano), portanto é preciso repor a parte desgastada. Logo o PNB = PNL + Depreciação.

PRODUTO NACIONAL: É o valor em R$ (ou em qualquer outra unidade monetária, como o US$) dos bens e serviços finais produzidos durante um ano.

PRODUTO INTERNO BRUTO - PIB: é a soma dos valores monetários dos bens e serviços finais.
PRODUTO INTERNO BRUTO a custos de fatores - (PIBcf): é a soma dos valores monetários dos bens e serviços finais, subtraindo-se os impostos indiretos e somando-se os subsídios.
PRODUTO INTERNO BRUTO a preços de mercado - (PIBpm): é a soma dos valores monetários dos bens e serviços finais, computando-se os impostos indiretos e subtraindo-se os subsídios
PRODUTO INTERNO LÍQUIDO: é o Produto Bruto a custo de fatores menos a parcela correspondente à depreciação.
PRODUTO NACIONAL LÍQUIDO: é o Produto Interno Líquido a custo de fatores menos a renda enviada ao exterior. Também denominado Renda Nacional Líquida.
PRODUTO: é a soma dos valores monetários de todos os bens e serviços finais produzidos por um país num determinado período de tempo.
RENDA PER CAPITA: é a renda de um país, por um período de tempo, dividida pelo número de habitantes do país.
RENDA PESSOAL DISPONÍVEL: é a Renda Pessoal menos os impostos diretos pagos pelas pessoas, ou seja, o imposto de renda.
RENDA PESSOAL: é a Renda Nacional menos os lucros retidos pelas empresas, os impostos diretos das empresas (imposto de renda) e as contribuições feitas à previdência social, mais as transferências do governo, ou seja, as despesas com inativos, pensionistas, salário-família e outros benefícios pagos pela previdência social mais os juros pagos.
RENDA: é a soma das remunerações feitas aos fatores da produção empregados no processo produtivo durante um determinado período de tempo, ou seja, é o total dos salários, aluguéis, juros e lucros.

Composição do Sistema Econômico.

No sistema econômico existe um diversificado número de unidades de produção, cada uma delas organizando os fatores de produção, por meio de uma função de produção, para obter determinados bens e serviços. E são classificadas de acordo com as características fundamentais de sua produção. São três setores básicos que compõem o sistema econômico:

· Setor primário: Constituído pelas unidades que se utilizam diretamente dos recursos naturais e não efetuam transformações substancias. Como por exemplo, citamos: Setor agrícola, pecuária, extrativismo: mineral, animal e vegetal.
· Setor secundário: Indústria, setor no qual os bens são transformados. Este setor é caracterizado pelo uso intenso de capital, máquinas e equipamentos.
· Setor terciário: São os serviços, também chamado de setor dos invisíveis por se caracterizar pelo fato de seu produto não ser tangível, concreto. Só podem ser utilizados durante sua realização. São unidades produtoras que prestam serviços, como bancos, escolas, comércio etc.


SISTEMAS DE CONTABILIDADE SOCIAL: CONTAS NACIONAIS NO BRASIL

Os sistemas de CNA (ou Contabilidade social) têm sido desenvolvidos, principalmente, depois dos anos 40. Os dois principais sistemas são: Sistemas de Contas Nacionais, desenvolvido por Richard Stone - adotado pela ONU - e a Matriz Insumo-Produto, desenvolvido por Wassily W. Leontief. Sistemas de Contas Nacionais (Sistema ONU): tem como base quatro contas, relativas à produção, apropriação (ou utilização da renda), acumulação (ou formação de capital) dos agentes econômicos (famílias, empresas, setor público e setor externo). Foi criado pelo inglês Richard Stone.
· Conta PIB - Produto Interno Bruto (produção);
· Conta RNDL - Renda Nacional Disponível Líquida (apropriação);
· Conta Capital (acumulação);
· Conta Transações Correntes com o resto do mundo.
Os lançamentos das transações são efetuados tomando como base o método das partidas dobradas, sem a contrapartida "Caixa".

Como complemento, apresenta-se também a Conta Corrente das Administrações Públicas. Esta conta discrimina um pouco mais as Contas do Governo. Inclui-se aí os Impostos Diretos, contribuições previdenciárias etc., não tem contrapartida com as demais contas do SNA - Sistema de Contas Nacionais.


As quatro contas básicas.

a) Conta PIB - Produto Interno Bruto
(transações das unidades produtoras)

DÉBITOS CRÉDITOS
- Pagamentos das empresas aos fatores de produção. - O que as empresas receberam dos setores que
Temos Renda Interna Bruta a custo de fatores RIBcf adquiriram os bens e serviços finais. Aqui sai
Incluindo impostos indiretos menos subsídios, temos Aqui sai a Despesa Interna Bruta, a preços
O PIBpm de mercado (DIB)pm
DIB = C + I + G + X - M
_________________________________________________________________________________________
PRODUTO INTERNO BRUTO DISPENDÊNDIO COM O PIB


b) Conta Renda Nacional Disponível Líquido
( Transições das famílias e governo, como apropriadores de renda)

DÉBITOS CRÉDITOS
- Como famílias e Governo utilizam a renda recebida.. - Rendas recebidas pelas famílias e pelo Governo (RIB)cf
Parte gasta (C.G), e parte poupada (S) mais o resultado líquido da renda e transferências com
Incluindo impostos indiretos menos subsídios, temos o exterior. A depreciação entra deste lado e sai com o si-
negativo. Tem-se então a renda disponível, pelo lado de
como ela foi gerada.
- SALDO: POUPANÇA INTERNA
_________________________________________________________________________________________
UTILIZAÇÃO DA RN DISPONÍVEL LÍQUIDA UTILIZAÇÃO DA RN DISPONÍVEL LÍQUIDA


c) Conta Transações Correntes com o resto do mundo

DÉBITOS CRÉDITOS
- gastos dos estrangeiros com nossos produtos e servi- - nossas compras de bens e serviços ( Importações CIF)
ços (Exportação CIF)

- rendimentos e transferências recebidos do resto do - pagamentos e transferências pagas aos estrangeiros (ren-
mundo (renda recebida do exterior mais donativos) da enviada ao exterior mais donativos)

- SALDO: POUPANÇA EXTERNA
_____________________________________________________________________
UTILIZAÇÃO DE RENDIMENTOS CORRENTES RECEBIMENTOS CORRENTES


d) Conta Capital

DÉBITOS CRÉDITOS
- gastos com formação de capital (depreciação entra - fontes de recursos = poupança dos quatro agentes ( famí-
deste lado, com sinal negativo) lias, Governo, empresas e setor externo). É o saldo das
Tem-se aqui então o investimento líquido contas anteriores.
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TOTAL DA FORMAÇÃO DE CAPITAL FINANCIAMENTO DA FORMAÇÃO DE CAPITAL

Fonte: uni.educacional.com.br

AGREGADOS MACROECÔNOMICOS




Conceito e Cálculo dos Agregados Macroeconômicos

A expressão agregados macroeconômicos é empregada para designar os resultados da mensuração da atividade econômica. A referência básica é a soma de todas as transações, realizadas por todos os agentes, na totalidade dos mercados. É a dimensão total, o todo, não as partes isoladamente consideradas.

Conceitos básicos: o valor adicionado, renda e dispêndio: A multiplicidade de transações que compõe a vida econômica, a diversidades de agentes e envolvidos e as diferentes categorias de fluxos resultantes exigiriam esforços de classificação e de sistematização, bem como de uniformização de bases conceituais. A classificação dos agentes econômicos em unidades familiares, empresas e governo resultou destes trabalhos de sistematização. Também resultou deles a compreensão da interdependência dos fluxos de produção, de geração de renda e de dispêndio, a diferenciação entre consumo e a acumulação, a identificação dos setores e subsetores em que as atividades econômicas podem ser classificadas e a tipificação dos seus resultados. Dos conceitos básicos que resultam desse trabalho sistematizador um dos mais importantes é o de valor adicionado. Esse conceito é um ponto de partida para a descrição e compreensão dos sistemas de cálculo agregativo. Ele tem a ver com uma diferenciação essencial entre os fluxos de produção e o conceito macroeconômico de produto. E é fundamental para contornar um dos problemas cruciais do cálculo macroeconômico, o da dupla contagem dos bens e serviços intermediários, que são utilizados no processo de outros bens e serviços, que por sua vez podem não ter, ainda, a destinação final do consumo e da acumulação. A produção é um fluxo de processamento, em cujas extremidades se encontram suprimentos e saídas. As empresas são os agentes econômicos que realizam esse processamento. Na complexa teia das relações de produção que se estabelece nas modernas economias, não há uma só empresa auto-suficiente. Independentemente das estruturas de mercado de que participa ou das atividades a que se dedica, toda empresa depende de alguma forma de suprimentos, procedente de outras empresas. A empresa k recebe suprimentos de a, b,...,n, sob a forma de bens e serviços de utilização intermediária. Processa insumos recebidos e da saída a produção resultante.Entre os valores das saída e dos suprimentos há uma diferença positiva, que se define como valor adicionado pela empresa. Este valor é o que se considera para o cálculo do produto agregado. Valor adicionado e produtos são, assim, em macroeconomia, conceitos equivalentes. O produto nacional, depurado das transações múltiplas, é a soma dos produtos ou dos valores acionados por cada uma das empresas que compõem o aparelho de produção da economia nacional. Assim, em síntese:

A produção é um fluxo de suprimentos- processamento - saídas.

O valor adicionado é a diferença entre o valor das saídas e o dos suprimentos. Ele corresponde aos custos internos de processamento em que as empresas incorrem, remunerado os fatores de produção por ela mobilizados.

Valor adicionado e produto, sob óptica macroeconômicas são expressões equivalentes.

O produto nacional resulta da soma dos valores adicionados (ou dos produtos) de todas as empresas que compõem o aparelho de produção da economia nacional.

O valor adicionado é diretamente relacionado ao segundo conceito macroeconômico básico: o da renda nacional (ou de remunerações pagas aos fatores de produção mobilizados pelas empresas). A geração do produto nacional ocorre simultaneamente com os pagamentos que totalizam a renda nacional porque produto e custo dos fatores são, também, expressões equivalentes. O processo de produção se divide em três etapas:

Suprimentos: as empresas recebem suprimentos originários de outras empresas, de que são exemplos as matérias-primas, os componentes semi-elaborados, os materiais de embalagem, a energia, os serviços de comunicações e transportes e outras formas características de insumos. Estes suplementos dão origem a transações entre empresas, denominada as transações intermediárias. Empresas pagam a empresas por esses suprimentos. São pagamentos entre pessoas jurídicas, sob a forma de preços e tarifas.

Processamento: todas as empresas mobilizam fatores de produção para o processamento dos insumos adquiridos. Os fatores básicos de produção são o trabalho, o capital e a empreendedorismo. Estes recebem das empresas pagamentos, sob a forma de remunerações, constituídos por salários, aluguéis, arrendamentos, juros e lucros. Além do pagamento das remunerações, as empresas remuneram seus capitais imobilizados próprios por meio de depreciações. Este conjunto de remunerações pagas aos fatores de produção é o valor agregado pelas empresas no processo da produção.

Saídas: definem-se pela produção realizada e vendida. As saídas podem destinar-se de novo para a utilização como insumos ou atender as duas categorias básicas da demanda final, o consumo e a acumulação. Assim, em síntese:

O valor adicionado e remunerações pagas aos fatores de produção são expressões equivalentes.
As remunerações pagas aos fatores de produção são fluxos de renda que saem das empresas e se destinam às unidades familiares.

Renda nacional é a soma das remunerações pagas aos fatores de produção. É uma grande totalização dos custos dos fatores.

Como o valor é adicionado é igual ao produto, que é igual ao custo dos fatores, que por sua vez é igual à renda, podemos então dizer que o produto nacional e a renda nacional são, em termos líquidos, expressões que se equivalem.

Um terceiro conceito básico é o da destinação dada ao produto e a renda nacional. Este enfoque nos conduz ao conceito de dispêndio nacional, completando-se com ele o conjunto dos grandes fluxos macroeconômicos que se derivam da atividade fundamental da produção. As nações produzem bens e serviços que se destinam a duas grandes categorias de dispêndio final - o consumo e a acumulação. Conceitualmente, o consumo associa-se a idéia de destruição da riqueza. Consumir um bem ou serviço final, utilizando-o na satisfação de determinada necessidade, significa destruí-lo, no sentido econômico do termo. A destruição pode ser imediata, ou prolongar-se por dias, semanas ou meses, ou ainda prolongar-se por anos. A acumulação está ligada ao processo de formação de capital, a acepção macroeconômica de investimento e, aos acréscimos líquidos na capacidade nacional de produção. Constituem dispêndios tipificados como de acumulação as edificações, as compras de máquinas e equipamentos. Assim, os bens e serviços produzidos destinam-se a dois tipos de dispêndio: o consumo e a acumulação. A soma do consumo e da acumulação, os investimentos em bens de capital, é igual ao dispêndio nacional. A renda, o produto e o dispêndio nacional são expressões contabilmente equivalentes. São três abordagens diferentes, ou caminhos diferentes de avaliação, que conduzem a mensurações iguais. Para que esta tríplice igualdade se realize, o total dos investimentos em acumulação deve igualar-se ao total da renda poupada, não consumida.

Obs.: O texto acima não é de minha autoria nem sei o autor. Se alguém souber, por favor, me avise para dar o crédito.

SF E CONCEITOS MOINETÁRIOS



Conceitos monetários

• meios de pagamento – mp
• moeda manual – mm
• moeda escritural – me
• papel moeda emitido – pme
• papel moeda em circulação – pmc
• papel moeda em poder do público – pmpp
• papel moeda caixa do bacen – cxbacen
• papel moeda caixa dos bancos comerciais - cxbc
• base monetária - bm

Conceitos monetários

• mp = M1=pmpp + dav (me) = ativos plemamente líq.
• Mp = moeda manual + moeda escritural
• mc = pme – cxbacen = meio circulante
• pmpp = pmc – cxbc
• M1 = pmpp+dav (= passivos de alta liquidez)
• m2 = m1+der+dpoup+ted+FI (ted=tit. emitidos p/inst.depositárias – dap, Lcâmbio, Lhipot. Limob)
• m3 = m2 +Quotas FRF+Oper. compromissadas registradas no Selic (posição líquida de tit.)
• m4 = m3 + TPb de alta liquidez (Fed.Est.Mun.)
• bm = M0 = pmpp + cxbc = mc

Criação/destruição de meios de pagamento

• 1) Empresa desconta duplicata no banco
• 2) Banco compra divisa de exportador
• 3) Banco compra TP em poder do público
• 4) BACEN compra TTN
• 1) Público paga débito bancário
• 2) Público faz DaP
• 3) Bancos vendem TP/pagamento em moeda
• 4) Bancos vendem divisas a importadores

Moeda e Sistemas Financeiros -

Base Monetária

• BM se expande se Operações do Ativo > Operações do Passivo
• Controle da BM, fundamental na determinação dos MP, se opera através das operações ativas da Autoridade Monetária

Fatores que afetam BM

• 1) Operações com setor externo
• 2) Operações com TN
• 3) Operações com TPF
• 4) Operações de Redesconto- Relações: BC – Tesouro – Sistema Financeiro
• 5. Bancos captam recursos junto ao público, oferecendo títulos privados – CDB, RDB, para a compra de CDI ou TT, conforme as oportunidades das taxas de juros, ou devolvendo ao público na forma de empréstimo
• 6. Bancos trocam recursos com o público através das Contas Correntes utilizando-os para negociar títulos ou concedendo empréstimos
• 7. Bancos recebem recursos do público através de cotas de fundos, usando tais recursos para comprar títulos públicos ou privados.

Relações Financeiras


• Relações Financeiras envolvem transferência de poder e de propriedade sobre recursos e reconhecimento de obrigações ou promessa de pagamento, relações de débito-crédito, contratos em moeda;

Moeda e Sistemas Financeiros -

Sistema Financeiro- Compreende um conjunto de mercados financeiros, instituições financeiras, inter-relações entre mercados e instituições, regras de comportamento e de intervenção do poder público; viabilizam relações financeiras como rotina e em grande escala;

O Sistema Financeiro envolve três elementos: poupança financeira, agente superavitário, agente deficitário;

Três funções básicas:
- canalizar recursos dos AS > AD, permitindo seu uso mais eficiente na economia;
- organizar e operar sistemas de pagamento da economia;
- criar ativos no volume e perfil necessário para atender demanda;

Mercado Financeiro

Mercado Financeiro é a operação do SF, guiado por regras e se estrutura em:

-Mercado de crédito – forma individualizada, com identificação das partes; contratos desenhados de modo a satisfazer interesse das partes em termos de taxa de juros, prazos, garantias; obrigações intransferíveis e não negociáveis; contratos de CP e LP

-Mercado de títulos: – regras genéricas; contratos padronizados; negociáveis em mercados secundários, que conferem liquidez aos títulos; títulos de propriedade (ações), comprador vira
sócio, participa dos lucros (dividendos), mas não tem direito de reaver recursos cedidos; títulos de dívida (bônus, promissórias, debêntures), prazo determinado e remuneração pela taxa de juros;
-Mercado primário e secundário –colocação inicial de títulos e re-negociação dos títulos em mercado;
- Mercado público: acesso a todos com mesmas vantagens;
- Mercado privado: não é acessível a todos, têm condições acordadas de forma bilateral;
- Mercado Financeiro
- Mercado de recursos, onde se transacionam recursos financeiros, p ex. crédito;
- Mercado de risco, onde se transacionam riscos, na forma de derivativos;

Intermediação e Desintermediação financeiras

- Relação financeira intermediada: aquela em que a instituição financeira assume o risco do empréstimo final; o depositante retém o direito junto à instituição e não ao tomador final; o depositante empresta ao banco e não ao tomador final;

]- Relação financeira não intermediada: aquela em que há uma relação direta entre emprestador e tomador. A instituição financeira apenas promove a colocação dos títulos ou subscreve os títulos. Ex. papéis comerciais, ações, bônus, debêntures.

Monday, April 06, 2009

LEITURA OBRIGATÓRIA



SBP – NOVO SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO

O novo SPB começou a funcionar no dia 22 de abril de 2002, com TED - Transferência Eletrônica Disponível a partir de R$ 5 milhões. Esse valor foi reduzido para R$ 1 milhão, em 13 de maio, e para R$ 100 mil, no dia 10 de junho. O objetivo dos bancos é diminuir o valor das TED para R$ 5 mil, a partir de 8 de julho, ampliando substancialmente o número de clientes que utilizam essa nova modalidade de transferência no seu dia-a-dia.

Ver no site:

http://www.febraban.org.br/Arquivo/Serviços/SBP/Novo_SPB/home.htm

Thursday, July 20, 2006

QUESTIONÁRIO ECONOMIA MONETÁRIA

QUESTIONÁRIO ECONOMIA MONETÁRIA

1- O que é moeda?
2- Em que se baseia o valor da moeda? Por que?
3- Quais as características de uma boa moeda?
4- O que é liquidez?
5- Qual a diferença entre papel-moeda e moeda-papel?
6- O que é taxa de juros°
7- Quais os principais objetivos das políticas públicas?
8- Quais os principais instrumentos de políticas públicas?
9- O que é um “policy-maker”?
10- Qual o papel do Conselho Monetário Nacional?
11- Qual o principal papel do Banco Central?
12- Qual a diferença entre instituições bancárias financeiras e não financeiras?
13- O que é uma bolsa de valores?
14- O que é uma bolsa de mercadorias?
15- O que são “Commodities”?
16- Qual a diferença entre uma operação a termo e uma operação futura?
17- Que são derivativos?
18- Defina política cambial?
19- Qual a diferença entre dívida interna e externa?
20- O que é taxa de câmbio?
21- O que é Balanço de Pagamentos?
22- Quais as três principais contas do Balanço de Pagamentos?
23- Porque para os países em desenvolvimento a balança comercial é a conta mais importante?
24- Por que a moeda é neutra para os clássicos?
25- Qual a grande inovação da abordagem de Keynes sobre a moeda?
26- O que é um banco de desenvolvimento?
27- Defina meios de pagamento.
28- O que é a “Trindade Impossível”
29- Por que a moeda dos países periféricos são não conversívcis?
30- Qual a principal função de um banco?
31- O que é “Spread”?
32- Que são títulos públicos?
33- O que é volatilidade?
34- O que mede o Risco Brasil?
35- O que você entende por “equação macroeconômica” do País?